DIÁRIO DE VIAGEM: Inglaterra

by - novembro 13, 2013

London Bridge (Ponte de Londres)


Depois de você ter pensado, refletido, conversado com pessoas confiáveis etc, é hora de definir pra onde você gostaria de viajar. Para começarmos gostaria de contar sobre a minha primeira viagem internacional, aí eu acho que fica fácil dar um help nas coisas que você precisa organizar pra sair de malas prontas (daí o "diário de viagem" no título do post).
Minha primeira aventura fora do país foi para Inglaterra. Ah, que país lindo! Mas vamos falar de como eu cheguei até lá e depois eu falo da beleza da terra do "chá das 5". Eu, na verdade, nunca pensei em conseguir ir para Inglaterra, porque eu nunca tive o "sonho de vida" de conhecer esse país, mas eu fiquei sabendo de um programa de intercâmbio no curso de idiomas onde eu estudei Inglês e aí... Já viu a vontade que dá, não é?! Eu falo dessa vontade porque eu penso que, uma das coisas mais difíceis pra quem ama viajar (assim como eu), é identificar um meio pelo qual nós podemos ir para onde gostaríamos de conhecer. Em outras palavras, eu até gostaria de "viajar pra fora um dia", mas... Como? Com quem (lembra que eu não gosto de viajar sozinha?)? Quanto de grana eu teria de juntar? Enfim, essas dúvidas. Quando descobri o intercâmbio para Inglaterra fiquei muito feliz, ainda mais porque uma amiga minha da faculdade conseguiu ir no ano anterior, aí ajudou um pouco mais, porque ela me deu todas as dicas!


Bom, vou separar em tópicos aqui alguns pontos importantes, pra que o assunto não fique disperso, ok?!
  • O pacote: Como eu fui em regime de intercâmbio, aquilo de você "poder fazer o que bem entende em qualquer hora e lugar" não rolou mas, como não sou baladeira de plantão, isso não foi problema pra mim. Na verdade, não foi nada rígido, o que acontece é que, já que você está indo estudar, o foco realmente não é diversão o tempo todo. O programa foi de 3 semanas aproximadamente, incluindo passeios com visitas guiadas a pontos turísticos (em inglês, obviously), hospedagem em host family (saiba mais no meu post "Host Family: o que é e como voltar pra casa com boas recordações dela"), transporte (para os passeios turísticos), alimentação (conforme a rotina cultural do país), passagens aéreas, matrícula no curso e certificado de conclusão do mesmo. Tá bom, não é?!
  • A documentação: Como eu fui com intercâmbio, os documentos que eu precisei levar não foram só os "pessoais", mas outros relacionados à vida estudantil mesmo. Além dos básicos (RG, CPF), eu tive que preencher a ficha de matrícula no meu curso (com todas as minhas informações pessoais, além de contatos no Brasil e gostos pessoais, do tipo "gosto ou não de crianças ou animais" para mostrarem o meu perfil à Host Family), para que fosse enviada ao curso onde eu estudaria. Falando no curso, ele na verdade foi um aprimoramento do que eu já havia aprendido no Brasil. Fiz também uma prova de nivelamento entre uma reunião e outra que tínhamos antes da viagem (essas reuniões aconteciam para que organizássemos os detalhes da viagem), fui encaixada em uma turma lá e, como o curso não trabalhava em função dos brasileiros que chegam lá todos os anos, nós estudávamos com pessoas de outros países também, o que foi bem interessante. Estudamos com uma coreana, um menino e uma menina suíços, além de nosso professor ter sido escocês. Tenho que dizer que ouvir inglês de diferentes pessoas de outras nacionalidades é muito legal! Voltando ao assunto da documentação... Como eu sou filha de uma mulher muito prevenida, minha mãe me recomendou que levasse alguns documentos que eu tenho e que comprovam que eu sou "uma cidadã brasileira". Não é exagero, é importante, sim, já que estamos indo para outro país, com leis diferentes das nossas. Levei cópia do diploma da faculdade (já havia concluído minha Pós Graduação naquela época), cópia dos últimos contra-cheques da empresa onde eu trabalhava (pra mostrar que eu tenho vínculo empregatício aqui), carteira de trabalho (cópia) e... Parece que "só".
  • As roupas: Como boa carioca que sou tive que comprar umas roupas diferentes das que eu uso aqui, no Rio 50ºC (não é exagero; em nosso último verão tivemos essa temperatura de fato). Comprei roupas térmicas e foram bem úteis! Comprei uma blusa de nadador profissional, que conserva a temperatura do corpo, mas dá pra achar blusa térmica sem ser nesse material, claro. No meu caso, achei que essa era mais em conta. Comprei a calça térmica também, que usei todos os dias, inclusive já fui com ela daqui do Brasil. Sobre os calçados, descobri que existem uns com palmilhas térmicas e, até consegui comprar as palmilhas, mas ficaram muito apertadas na bota que levei, já que são felpudinhas, sabe?! Comprei também luvas e touca térmicas em uma loja de equipamento para escalada e esqui (essas lojas são muito boas para compra dessas coisas). Tudo isso deu uns R$200,00, mas é um investimento para quem gosta de viajar. Levei uns casacos bem para frio mesmo, inclusive um casaco forrado com pele sintética, além de outras peças para esse clima. Não levei muita coisa, porque fiquei sabendo da Primark (uma loja excelente para compra de roupas na Europa; para você ter uma ideia, comprei casacos de lã por 10 libras!), aí eu já teria que ter um espaço legal na mala pra caber as roupas e presentinhos que eu iria trazer.
  • A comunicação: Eu tive dificuldades para falar com a minha família e amigos enquanto estive na Inglaterra e isso por conta da internet Wifi, que eu não tive acesso na (primeira) host family.

De qualquer maneira, é possível comprar um chip de operadora de celular (que eles chamam de sim card), com um plano barato para ligações internacionais e, neste caso, indico a operadora Lebara, que funciona muito bem para quem está na Inglaterra (e parte da França também, conforme minha experiência) e gostaria de entrar em contato com o Brasil. Conto mais a respeito de como adquirir o chip dessa operadora de celular, no post "INGLATERRA: Compras".
Até o próximo post!

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