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Quem nunca passou por uma situação como essas: você vai viajar, separa todos os itens que pretende levar e, na véspera do embarque, resolve arrumar a mala, mas lembra que ela ficou trancada desde a última viagem e, só pra completar o cenário pavoroso, você esqueceu a senha do cadeado? Bom, eu já passei por isso e posso dizer que não é nada engraçado, principalmente quando não há mais tempo de comprar outra mala. Nessas horas, o que fazer?
Bom, pensando nisso, resolvi fazer esse post, com orientações e dicas de como abrir sua mala caso você tenha esquecido a senha do cadeado dela. E, acredite, há solução melhor do que abrir o segredo com faca e, consequentemente, estragar o cadeado de sua mala (e, sim, eu já fiz isso, caro leitor). Vamos às dicas:

1 - Anote a senha em local seguro: Claro, é o mais óbvio a se fazer e todo mundo pensa nisso antes de escolher uma senha para o cadeado da mala, certo? Errado. Tanto é errado, que você está lendo este post, o que significa que, ou você anotou a senha em um local tão seguro, mas tão seguro, que nem é capaz de lembrar onde foi ou... Não anotou mesmo a senha do cadeado, certo? Sem pânico. Uma das melhores soluções mesmo é anotar a combinação de números que você escolheu em um local fácil de se lembrar e seguro ao mesmo tempo, como a agenda de seu telefone celular, por exemplo. É possível salvar um "número fake" na agenda, onde você consiga identificar a senha, caso a perca, por exemplo. O importante é lembrar-se de onde anotou a senha e, claro, escolher um local seguro e que esteja com você durante sua viagem, de preferência.


2 - Escolha combinações "familiares", mas não "tão familiares assim": Outra coisa importante é escolher uma combinação fácil de se lembrar, de preferência que não seja necessário recorrer àquele "local seguro" para se lembrar em determinada situação de "esquecimento de viajante". E essa é outra dica que eu tenho certeza de que muitas pessoas podem achar irrelevante, mas que de fato não é. Às vezes, nossa vontade de dificultar possíveis situações de roubo ou furto da senha nos leva à situações um tanto que bizarras, como escolher uma senha tão "impossível", que nem ao menos você mesmo foi capaz de lembrar. Então, o melhor a fazer é escolher uma combinação "familiar", como parte do número de alguma coisa que é próxima de você e, neste caso, não quero dar muitas pistas. Você é melhor do que eu para escolher sua própria combinação.


3 - Caso essas duas dicas não funcionem... Vamos ao segredo! Sim. Caso não seja possível recordar-se da senha através dessas duas primeiras dicas, aqui vai a que funcionou comigo. Toda mala possui um recurso de "recuperação de senha", que é uma maneira "padrão" para liberação do código das malas e é esse método que vamos conhecer agora. E devo dizer que esqueci minha senha mesmo após ter feito o procedimento abaixo na primeira vez, mas eu lembrei da senha e não precisei recorrer ao método de novo! :) É importante frisar que esses métodos variam conforme o modelo delas mas, no geral, a partir dessa informação "básica", é possível descobrir outros segredos de malas quando se esquece a combinação de números do cadeado. Veja a seguir como é feito esse procedimento:

1 - Com o auxílio de uma lanterna (a do celular serve), procure por um buraquinho abaixo dos três aros do cadeado da mala.
2 - Posicione de frente para você o buraquinho de cada aro do cadeado e depois, diminua 3 números do número em que eles ficaram posicionados. Exemplo: se o buraquinho de um dos aros está no número 6, diminua 3 números deste aro, ou seja, posicione o aro no número 3.
3 - Done! Sua mala vai abrir!

Importante:
  • Caso a subtração de 3 números não funcionar, tente diminuir 5 números.
  • Se o buraquinho parar no número 0, diminua o aro para o número 7.

Fonte: vários sites, dentre eles, o que eu mais gostei, que foi o Lifexpatriate.



Tem outras dicas que gostaria de compartilhar aqui conosco sobre como abrir sua mal quando você esquece a senha do cadeado? Conte aqui pra gente, então!

Até o próximo post!
Foto: bbc.com

O serviço de Imigração na Austrália é bem tranquilo. Óbvio que a segurança é reforçada, como em qualquer país deve ser, mas não há situações em que você precise se sentir invadido de alguma forma ao passar por eles, sabe? Alguns procedimentos são necessários antes de passarmos pelo balcão com o funcionário da polícia deles e eles já começam desde o próprio avião, mas antes de comentar a respeito disso, preciso falar sobre a escala de nosso voo.

Nós voamos pela Aerolíneas Argentinas, uma das mais baratas em voos para Austrália, mas já o conforto da aeronave... Tenho que dizer que não é nada de tão confortável assim. As poltronas são um tanto que pequenas e o espaço entre uma e outra, bem pequeno também. Não tem como "se espreguiçar", se sentir mais relaxado e olha que, num voo de mais de 12h, isso faz total diferença! O atendimento dos comissários também não é muito agradável, exceto de um deles, que era muito gente boa, falava até em português com a gente (eles falam em espanhol). O serviço de bordo é até legal, com janta, café da manhã, até porque a gente dorme e acorda lá em cima, não é? Uma coisa impressionante isso, porque o dia "vira" enquanto a gente tá voando, como se a gente ganhasse mais um dia em nossa vida, por causa do fuso horário... Meio difícil de entender. E a Aerolíneas é a única que faz a rota da Antártida pra chegar à Austrália, o que é um pouco medonho, já que lá fora do avião a temperatura beira os -60ºC, -70ºC, além do fato de que, devido ao campo magnético da Terra, o avião perde o contato com a torre de controle por um tempo, ficando no piloto automático... Tem noção? Foi Deus do início ao fim desse voo, minha gente! Mesmo!
Como nossa escala foi em Buenos Aires (A Aerolíneas faz pela Argentina, a LAN faz pelo Chile), tivemos que passar pela Imigração argentina, que foi bem tranquila também, apesar de eles recolherem nossos dados como se fôssemos desembarcar lá no país, sabe? No voo do Rio para Buenos Aires, recebemos um formulário pra preenchermos com informações de nossa bagagem, voo, essas coisas. Aí o entregamos à Imigração, pra aí sim irmos para o saguão e aguardarmos nosso voo direto pra Sydney. Esperamos bastante tempo, mas vale a pena pelo valor da passagem, né?!
O mesmo aconteceu em nosso voo para Sydney, a respeito do formulário da Imigração, mas com algumas perguntas inusitadas, como se estávamos levando terra em nossos sapatos, grãos, eletrônicos e afins (eu levei café daqui do Brasil para minha host mother, e tive que colocar isso no formulário. Graças a Deus não teve problema algum). O comissário fofo nos orientou a não mentirmos em nada, ou seja, não escondermos nada do que estávamos levando naquele formulário, até porque, a Imigração consegue saber, de um jeito ou de outro, o que há em nossa bagagem. 
Ao chegarmos lá, passamos pelo balcão da Polícia, fizeram umas perguntas básicas como quanto tempo iríamos ficar lá e alguns documentos, como o passaporte (claro), visto, vacina contra a febre amarela (que todo imigrante na Austrália precisa tomar antes de chegar lá) etc. Eles carimbaram nosso passaporte e, aí, passamos por outra inspeção, agora do raio-x. Nada demais, bem tranquilo também. Ao sair dessa área, eles param a gente de novo, pra perguntar se estamos levando algum remédio, se sim, se é para nós mesmos. Graças a Deus tudo certo, agora é só curtir!
No retorno para casa, precisávamos ter preenchido um formulário que ganhamos ao despacharmos nossa bagagem. Falando em bagagem...


Isso evita transtornos com extravio/furto de bagens ou itens na mala, já que tem como ver se ela foi violada ou não, porque o plástico que a envolve fica rasgado caso alguém tente fazer alguma coisa com ela, certo? Outra questão é que, caso alguém leve alguma coisa da bagagem da pessoa também, é preciso acionar a empresa de seguro bagagem ainda no aeroporto, então é importante ter algo visível na mala para a pessoa identificar se algo aconteceu com ela. Não tem como esperar chegar no hotel ou em outro lugar de hospedagem e aí contactar o seguro bagagem. Precisa ser no aeroporto mesmo. Eu pedi para embalarem a minha no aeroporto daqui do Brasil. Eles colocam, um plástico grosso, esquentando-o com um secador. Lá na Austrália, eles só passam uma fita de plástico e prendem com aquelas presilhas tipo de algemas de plástico. Aquelas que não dá pra arrebentar nem por decreto, a não ser cortando... E é aí que a gente ganha uma vantagem: dá pra ficar atento, caso a fita esteja cortada, pra poder acionar o seguro e o que eu já expliquei aqui, rs. Ah, esses serviços são cobrados, ok? No Brasil, pelo que me lembre, custou R$30,00 e na Austrália, pelo que me lembre também, $10,00.

Uma informação importante: existe um limite de peso que a sua bagagem precisa ter antes de embarcar para a Austrália, como em outros países. O limite é de 20kg do Brasil para a Argentina e 2 unidades de 23kg da Argentina para a Austrália na Aerolíneas Argentinas (sim, parece que o limite de bagagem varia conforme a cia aérea). O mesmo ocorre no retorno e para maiores informações, acesse aqui a página deles que fala a respeito de franquia de bagagem.



Acabou que eu nem passei perto de excesso de bagagem algum, já que nem trouxe tanta coisa da Austrália assim e isto por causa... Ah, deixa pra lá, no post sobre compras na Austrália eu explico...

E você? Tem alguma dica para compartilhar  respeito da entrevista na imigração australiana? Sim? Então conte aqui pra gente nos comentários!

Até o próximo post!