Como era o Museu Nacional, no Rio de Janeiro

by - outubro 07, 2018


Todos sabem da verdadeira tragédia que aconteceu no Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro: um incêndio de enormes proporções simplesmente destruiu boa parte do acervo do museu, levando embora parte da representação física de nossa história, porém não nossas memórias. Esta ficará guardada no coração dos cariocas e de todos os brasileiros que valorizam e são apaixonados por nossa história enquanto nação.

Neste post, mesmo após a tragédia ocorrida, vou trazer algumas informações e fotos de como era o museu, suas instalações e parte de seu acervo, na tentativa de colaborar com a preservação da memória deste, que é mais do que um ponto turístico carioca, é peça fundamental na construção de nossa história brasileira.

O Museu Nacional, carinhosamente conhecido com Museu da Quinta, é a mais antiga instituição científica do país e considerado um dos maiores museus de história natural e antropologia do continente americano. O local serviu como residência da família real portuguesa entre 1808 e 1821 e foi palco de acontecimentos históricos, como a primeira Assembleia Constituinte Republicana, além de ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1983.

O museu possuía um acervo de mais de 20 milhões de itens, desde peças de botânica, zoologia, paleontologia, etc até etnologia e arqueologia e, dentre esses, dois que considero mais especiais: o meteorito do Bendegó e o crânio de Luzia. O primeiro, um fragmento de um meteorito caído no estado de Minas Gerais e, o segundo, o mais antigo fóssil humano encontrado no continente americano. Apenas.

Dentre toda riqueza que o museu abrigava, pairava no ar também a sensação de vivermos a história, de caminharmos em corredores em que figuras importantes de nossa história caminhavam, agiam e decidiam para nosso país. No entanto, isto foi (parcialmente) destruído devido a um incêndio gigantesco que devastou o lugar. em 2 de setembro de 2018, após o museu ter sido fechado em um dia comum de visitação do público, o fogo começou a tomar conta dos três andares do prédio e, em pouco tempo, alastrou-se pelas instalações do museu, destruindo peças, exposições, pesquisas, documentos e objetos todos riquíssimos para o Brasil.

E foram embora itens físicos da história do país, porém o sentimento de nação e a história do Brasil continuam vivos mesmo após essa tragédia. Perdemos muito resultado de pesquisa, muitos objetos culturais, históricos e biológicos do maior acervo da história natural e antropológica da América Latina, mas a memória das visitas que fazíamos quando criança, dos passeios escolares, das tardes de fim de semana com a família no museu não vão ser apagados.

Como filha de uma pedagoga e professora de geografia e história não poderia jamais esquecer de tudo que aprendi ao andar por aqueles corredores. Anos depois, realizando minha graduação para um dia me tornar uma pedagoga também (na tentativa de ser tão excelente profissional quanto minha mãe é), estudei no museu por um tempo, o que só reforçou os conhecimentos que eu já havia adquirido lá, ao lado de minha mãe. Quando eu soube do incêndio, estava ela e eu no sofá da sala. Era uma noite de domingo e ficamos pasmas, sem ação, ao vermos as imagens do fogo tomando conta do museu. Foi terrível.

Lembramos dos passeios, das conversas e de tudo que víamos lá e lamentamos muito o que aconteceu, assim como todos os brasileiros que são apaixonados por nossa história enquanto nação. Mas iremos sobreviver. Toda nação que passou por algo assim sobreviveu e mais: o povo acabou por preservar ainda mais as memórias que tinha da história do país.

Fica aqui o meu lamento, a minha tristeza em ver o Museu Nacional destruído. Apesar de não ser apaixonada por museus, não pude deixar de me sensibilizar e me solidarizar com o ocorrido, já que nossa história independe de espaços físicos. E acho que é justamente isso que vai ser uma das iniciativas fundamentais à preservação de nossa memória histórica: pensar que nosso passado estará preservado mesmo após o incêndio, porque a história somos nós, nós é que fazemos a história do Brasil e, nós, o povo, continuamos aqui.

A seguir você pode conferir as informações de visitação ao museu, inclusive porque mesmo fechado, o Zoológico do Rio e a Quinta da Boa Vista continuam abertos. Você confere, também, algumas fotos de exposições e instalações do museu. Talvez te ajudem a lembrar de bons momentos vividos lá e te ajudem, também, a preservar suas lembranças a respeito.

Endereço: Quinta da Boa Vista - São Cristóvão, Rio de Janeiro - RJ
É possível chegar ao local de carro, ônibus, metrô ou trem (estação São Cristóvão, de ambos).


































E você? Já foi ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro? Sim? Então conte aqui pra gente como foi!

Até o próximo post!

Já viu esses posts?

0 comentários