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Foto: bbc.com

O serviço de Imigração na Austrália é bem tranquilo. Óbvio que a segurança é reforçada, como em qualquer país deve ser, mas não há situações em que você precise se sentir invadido de alguma forma ao passar por eles, sabe? Alguns procedimentos são necessários antes de passarmos pelo balcão com o funcionário da polícia deles e eles já começam desde o próprio avião, mas antes de comentar a respeito disso, preciso falar sobre a escala de nosso voo.

Nós voamos pela Aerolíneas Argentinas, uma das mais baratas em voos para Austrália, mas já o conforto da aeronave... Tenho que dizer que não é nada de tão confortável assim. As poltronas são um tanto que pequenas e o espaço entre uma e outra, bem pequeno também. Não tem como "se espreguiçar", se sentir mais relaxado e olha que, num voo de mais de 12h, isso faz total diferença! O atendimento dos comissários também não é muito agradável, exceto de um deles, que era muito gente boa, falava até em português com a gente (eles falam em espanhol). O serviço de bordo é até legal, com janta, café da manhã, até porque a gente dorme e acorda lá em cima, não é? Uma coisa impressionante isso, porque o dia "vira" enquanto a gente tá voando, como se a gente ganhasse mais um dia em nossa vida, por causa do fuso horário... Meio difícil de entender. E a Aerolíneas é a única que faz a rota da Antártida pra chegar à Austrália, o que é um pouco medonho, já que lá fora do avião a temperatura beira os -60ºC, -70ºC, além do fato de que, devido ao campo magnético da Terra, o avião perde o contato com a torre de controle por um tempo, ficando no piloto automático... Tem noção? Foi Deus do início ao fim desse voo, minha gente! Mesmo!
Como nossa escala foi em Buenos Aires (A Aerolíneas faz pela Argentina, a LAN faz pelo Chile), tivemos que passar pela Imigração argentina, que foi bem tranquila também, apesar de eles recolherem nossos dados como se fôssemos desembarcar lá no país, sabe? No voo do Rio para Buenos Aires, recebemos um formulário pra preenchermos com informações de nossa bagagem, voo, essas coisas. Aí o entregamos à Imigração, pra aí sim irmos para o saguão e aguardarmos nosso voo direto pra Sydney. Esperamos bastante tempo, mas vale a pena pelo valor da passagem, né?!
O mesmo aconteceu em nosso voo para Sydney, a respeito do formulário da Imigração, mas com algumas perguntas inusitadas, como se estávamos levando terra em nossos sapatos, grãos, eletrônicos e afins (eu levei café daqui do Brasil para minha host mother, e tive que colocar isso no formulário. Graças a Deus não teve problema algum). O comissário fofo nos orientou a não mentirmos em nada, ou seja, não escondermos nada do que estávamos levando naquele formulário, até porque, a Imigração consegue saber, de um jeito ou de outro, o que há em nossa bagagem. 
Ao chegarmos lá, passamos pelo balcão da Polícia, fizeram umas perguntas básicas como quanto tempo iríamos ficar lá e alguns documentos, como o passaporte (claro), visto, vacina contra a febre amarela (que todo imigrante na Austrália precisa tomar antes de chegar lá) etc. Eles carimbaram nosso passaporte e, aí, passamos por outra inspeção, agora do raio-x. Nada demais, bem tranquilo também. Ao sair dessa área, eles param a gente de novo, pra perguntar se estamos levando algum remédio, se sim, se é para nós mesmos. Graças a Deus tudo certo, agora é só curtir!
No retorno para casa, precisávamos ter preenchido um formulário que ganhamos ao despacharmos nossa bagagem. Falando em bagagem...


Isso evita transtornos com extravio/furto de bagens ou itens na mala, já que tem como ver se ela foi violada ou não, porque o plástico que a envolve fica rasgado caso alguém tente fazer alguma coisa com ela, certo? Outra questão é que, caso alguém leve alguma coisa da bagagem da pessoa também, é preciso acionar a empresa de seguro bagagem ainda no aeroporto, então é importante ter algo visível na mala para a pessoa identificar se algo aconteceu com ela. Não tem como esperar chegar no hotel ou em outro lugar de hospedagem e aí contactar o seguro bagagem. Precisa ser no aeroporto mesmo. Eu pedi para embalarem a minha no aeroporto daqui do Brasil. Eles colocam, um plástico grosso, esquentando-o com um secador. Lá na Austrália, eles só passam uma fita de plástico e prendem com aquelas presilhas tipo de algemas de plástico. Aquelas que não dá pra arrebentar nem por decreto, a não ser cortando... E é aí que a gente ganha uma vantagem: dá pra ficar atento, caso a fita esteja cortada, pra poder acionar o seguro e o que eu já expliquei aqui, rs. Ah, esses serviços são cobrados, ok? No Brasil, pelo que me lembre, custou R$30,00 e na Austrália, pelo que me lembre também, $10,00.

Uma informação importante: existe um limite de peso que a sua bagagem precisa ter antes de embarcar para a Austrália, como em outros países. O limite é de 20kg do Brasil para a Argentina e 2 unidades de 23kg da Argentina para a Austrália na Aerolíneas Argentinas (sim, parece que o limite de bagagem varia conforme a cia aérea). O mesmo ocorre no retorno e para maiores informações, acesse aqui a página deles que fala a respeito de franquia de bagagem.



Acabou que eu nem passei perto de excesso de bagagem algum, já que nem trouxe tanta coisa da Austrália assim e isto por causa... Ah, deixa pra lá, no post sobre compras na Austrália eu explico...

E você? Tem alguma dica para compartilhar  respeito da entrevista na imigração australiana? Sim? Então conte aqui pra gente nos comentários!

Até o próximo post!

Sim! França! Paris! Um bom destino de viagem, na minha opinião. Confesso que nunca objetivei ir à França (e quando pensava no país, só pensava em Paris mesmo) e não sei dizer se planejaria uma viagem para lá como planejei para outros países que já fui, mas o passeio valeu sim, claro! Mas posso confessar outra coisa? Paris não é minha cidade favorita. Vou explicar isso antes de comentar sobre alguns pontos importantes a respeito de um destino de viagem (como eu fiz no meu post "DIÁRIO DE VIAGEM: Inglaterra").
Eu acredito em identidade e inspiração de determinados lugares. Por exemplo: se você curte uma boa praia com amigos, eu indicaria uma boa praia do Havaí, como eu acho que todas lá são. Provavelmente você vai conseguir unir diversão com a satisfação de poder aproveitar o lugar com pessoas que você gosta de se estar. Agora, se você curte viajar acompanhado e aproveitar lugares que possam colaborar com bons momentos a dois, eu sugiro que você vá para Veneza, por exemplo. Lá, o histórico de boas lembranças românticas que a maioria das pessoas tem ao visitar a cidade, já colabora pra pessoa voltar de viagem com boas recordações, certo? É disso que estou falando. Eu acredito que, para cada país/cidade que a gente conhece, existem situações e características nesses locais que podem colaborar pra que nossa diversão (sozinho ou acompanhado) possa ser melhor. Isso tudo eu disse para explicar que, por mais que eu tenha conseguido ir a Paris (sim, foi mais um presente de Deus que eu recebi), eu acho que essa cidade é muito mais romântica do que divertida. E repito: a viagem foi ótima e explico isso melhor no meu post "Qual é a melhor época da vida para viajar?"
Deixando minha opinião de lado sobre a cidade mais famosa da França, vamos falar agora um pouco sobre alguns temas importantes para você que gostaria de Paris. E vou me ater só a esta cidade simplesmente porque foi a única que conheci quando fui à França, rs.


  • O pacote: Bom, no post "DIÁRIO DE VIAGEM: Inglaterra", você viu que eu não fiz um pacote de viagem digamos, tradicional para ir para à Europa. Consequentemente, para ir à França não fiz o mesmo. Eu fui estudar inglês na Inglaterra e nosso pacote incluía uma visita de dois dias à Paris. Agora, caso você queira fechar um pacote turístico para lá, recomendo que você faça isso com antecedência (é claro) e com certo valor para despesas pessoais (o que varia muito de pessoa para pessoa), por conta do valor do euro, que sinceramente não é barato. Apesar de o valor da moeda ser relativamente baixo, o custo das coisas em Paris é bem alto, então é preciso ir seguro quanto a isso. 

  • A documentação: não é preciso visto para ir à França, a não ser que você planeje ficar mais do que 3 meses no país. Leve sempre documentos que comprovem que você tem vínculos com o Brasil (não, não é uma viagem para os EUA, e não, não é preciso levar documento de compra da sua casa, extrato bancário ou outros documentos do tipo, mas é importante ir prevenido). Então, relaxe e aproveite a viagem! Com fé em Deus e passaporte em mãos, fique tranquilo para passar pela Imigração francesa.

  • As roupas: Bom, depende de qual época do ano você está indo. Parece óbvio, mas não é. A diferença de temperatura é considerável quando a gente está em outro país porque, caso levemos roupas inadequadas à época em que estamos indo, não é garantido que a gente consiga roupas boas, já que isso depende de algumas coisas como, por exemplo, encontrar uma boa loja e, quando eu digo boa, digo barata e que venda roupas de qualidade. Eu fui no início de fevereiro e posso dizer que quase me tornei a personificação de um picolé. Sou carioca, né gente?! Já sinto frio à toa, imaginem em um lugar beirando -12ºC! Fui com roupas térmicas (camisa, calça, touca e luvas), várias blusas, mais de uma calça (meia calça e calça jean mesmo) e coisas do tipo, bem quentinhas. A gente se sente meio que enrolada em edredons, mas é super válido, levando-se em consideração o vento frio que a gente pode encontrar nessa época do ano lá também.

  • A comunicação: Usei os créditos restantes do chip da Lebara, que eu havia comprado junto com o aparelho básico de celular, na Inglaterra. Paguei £10 no chip e consegui falar com minha família no Brasil por uns minutinhos (porque, mudando de país, a tarifação no chip é alterada) com o que restou de créditos para ligações internacionais. É uma excelente opção, porque a tarifa é bem barata (falei bem, inclusive com ligações locais) para ligações internacionais!

Bom, essas são algumas das dicas que eu separei para você que pretende ir à Paris. Tem mais coisas que você sabe e que não estão aqui? Conta pra gente, então! Deixe aqui seu comentário com suas sugestões e experiências de viagem na terra da Torre Eiffel! :)

Até o próximo post!